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Os alicerces do MinecraftEdu no Ensino Especial

 

alicerces

Ao planear o  desenvolvimento de uma atividade há que definir as regras de trabalho. Uma equipa organizada é essencial para executar um plano, caso contrário os alunos irão dispersar-se. A nossa primeira construção foi uma torre para que tivéssemos um ponto de referência, pois caso alguém se afastasse, teria sempre aquele referencial para poder voltar. Mas se a equipa não seguir as regras e o professor não estiver presente os alicerces do edifício nunca serão construídos.

Nos que respeita ao plano de aula, vários serão os aspectos relevantes com que me deparei nas últimas semana ao usar o MinecraftEdu no Ensino  Especial, mas considero que os seguintes têm sido os alicerces das atividades que tenho desenvolvido em conjunto com os alunos:

1 – Definir/criar um ponto de referência para os alunos não se perderem, pois aqueles tendem a dispersar-se pelo cenário, perdendo-se com grande facilidade.

O jogo permite teleporte para a origem, mas tal implica um novo carregamento do cenário e uma perca na “imersão” no jogo, além de que uma situação de autonomia será sempre preferível.

2 – Definir bem as regras que os alunos devem seguir durante a construção, em particular no que respeita ao que fazer e ao espaço onde deverão circular.

Há que pensar que materiais e ferramentas pretendemos utilizar. O modo criativo é muito bom, pois fornece tudo, mas ao mesmo tempo o excesso de recursos e ferramentas é muitas vezes um elemento de distração, pelo que tenho preferido dar os recursos ou fornecer as ferramentas para os alunos os obterem, o que em último caso implica um maior investimento destes no projeto.

3 – Quando possível, a presença do professor no jogo ajuda a manter o clima de trabalho e os alunos na área de construção, facilitando acompanhamento da atividade.

Circular entre os PCs de um grupo de alunos autónomos também funciona, mas a presença virtual do professor no jogo tem um peso maior, definindo o espaço de trabalho e fazendo eventuais demonstrações e correções. No ensino especial os alunos menos autónomos necessitam de uma acompanhamento constante, não só em termos de presença  virtual do professor, mas também através de uma comunicação oral constante.

 

 

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